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Colesterol.

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Paloma Oliveto
Da equipe do Correio Braziliense
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Inimigo número um do coração, o colesterol elevado parece não incomodar os brasileiros. Apesar de cerca de 40 milhões de pessoas de todas as regiões do país — o equivalente a cerca de 40% da população adulta — apresentarem índices acima do aceitável, apenas 200 mil fazem tratamento. O alerta é da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que promove hoje, Dia Nacional de Combate ao Colesterol, uma campanha de conscientização.

“Como na maioria das vezes a doença não apresenta sintomas a médio prazo, as pessoas acham que o índice alto não vai repercutir em nada em suas vidas. E acabam empurrando o problema com a barriga”, diagnostica Raul Dias dos Santos Filho, diretor do departamento de Arterosclerose da SBC. “Mas é preciso pensar a longo prazo”, avisa. Descuidar do colesterol pode representar graves doenças cardíacas, manifestadas a partir dos 50 anos. Entre elas, infarto e derrame.

O cardiologista defende o diagnóstico precoce para evitar o comprometimento das artérias, que ficam entupidas com o mau colesterol. “A partir dos 20 anos de idade, é recomendado fazer o controle a cada cinco anos”, diz. Porém, quem tem histórico familiar deve começar a medir os índices — por meio de exame de sangue — ainda na infância. Santos Filho conta que já atendeu uma criança de 2 anos e meio com incríveis 1.000mg/dL. Para se ter uma idéia, a partir de 160mg/dL o colesterol já é considerado alto.

Precoce
Embora associada a adultos, a doença também começa a aparecer em crianças e adolescentes, mesmo os que não possuem herança genética. “Os hábitos alimentares mudaram e, de forma geral, as pessoas se alimentam com dietas muito ricas em gordura saturada. Combinado com a falta de atividades físicas, o colesterol elevado já se manifesta precocemente”, alerta o cardiologista Bruno Siqueira. Uma pesquisa da Universidade Estadual do Rio de Janeiro publicada este ano mostra que a obesidade infantil dos brasileiros chegou a 11,7%, índice próximo ao dos Estados Unidos, país que mais sofre com o problema, onde 15% das crianças estão acima do peso.

A mudança dos hábitos alimentares também foi verificada pela Pesquisa de Orçamento Familiar, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O que mais chama a atenção é que, nos últimos 30 anos, houve aumento de 300% no consumo de embutidos e crescimento expressivo da alimentação composta por carne bovina”, diz a nutricionista Cyntia Carla da Silva, coordenadora de Nutrição do Hospital do Coração, em São Paulo.

Ela afirma que as pessoas têm consciência dos alimentos que provocam o aumento do mau colesterol, mas acham que não há problema algum em os consumirem eventualmente. “De fato, nada faz mal em porções isoladas, mas essa história de ‘só de vez em quando’ e ‘só um pouquinho’ é muito subjetiva”, afirma.

Outro mito que Cyntia desfaz é o da carne vermelha versus a branca. O importante não é a cor ou a procedência, mas o corte. O filé mignon e o lombo suínos, por exemplo, são mais saudáveis do que a picanha bovina.

Assim como a coxa e a asa do frango com pele podem ser tão prejudiciais à saúde quanto o cupim gorduroso. É preciso considerar também a quantidade ingerida. “Tem gente que acha que o filé de frango é a salvação da lavoura, aí come dois filés enormes no almoço. É lógico que não vai adiantar nada”, diz.

O cardiologista Raul Dias dos Santos Filho diz que a única forma de se livrar do mau colesterol é mudar os hábitos. Equilibrar a alimentação, parar de fumar e fazer exercícios físicos são itens obrigatórios para quem quer garantir uma vida longa e de qualidade. “Não precisa ficar neurótico. Na alimentação, não há nada proibido, mas é preciso bom senso.”

Medicações
Dependendo do caso, os médicos também prescrevem medicações, que devem ser tomadas para o resto da vida. “Uma das situações onde o remédio é necessário é quando a pessoa tem colesterol elevado apesar de fazer dieta e atividade física”, exemplifica o cardiologista Bruno Siqueira. Ele alerta que muitos pacientes abandonam o tratamento medicamentoso quando os níveis de colesterol voltam ao normal, o que jamais deve ser feito.

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